"Ninguém é tão grande que não possa aprender nem tão pequeno que não possa ensinar."
Autor desconhecido

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

VAMOS DAR A MÃO À DIFERENÇA!


                  Foi sob o signo da “Mão aberta à diferença” que o Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria – Tadim celebrou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
                  A iniciativa foi, mais uma vez, dos Serviços Especializados de Apoio e Orientação Educativa (SEAOE).
                  O passado dia 3 de Dezembro começou com uma belíssima e muito alargada exposição de “mãos” imaginadas e construídas por praticamente todos os alunos, funcionários e professores do Agrupamento, do Pré-Escolar ao 3.º Ciclo.
                  A adesão foi  muito alargada, envolvente e fraterna. A todos, os SEAOE agradecem.
                  A Escola é efetivamente um lugar de transmissão de conhecimentos, mas é também um lugar privilegiado para formar cidadãos críticos e ativos, abertos à diferença e à sã convivência.
                  Tudo isto foi também raiz de participação no Concurso Literário promovido pelos SEAOE em colaboração com a Biblioteca do Trigal, sob o tema “A Diferença”. Muitas e de grande qualidade foram as participações, realçando-se a escrita de variadíssimos Encarregados de Educação.
                  Ser Diferente / Numa Sociedade Indiferente…” é o título da poesia vencedora na categoria Adultos. A sua autora, Cecília Raquel Silva, é Encarregada de Educação do Agrupamento Trigal de Santa Maria.
É uma luta remota
Que ainda hoje é atual,
Onde a hipocrisia suporta
Todo o estrato social
(…)
Ser diferente
Numa sociedade indiferente…
(…)
É gritar que se existe
E que o mundo se quer explorar.
Mesmo sem se ver, ouvir, andar ou falar,
Tem-se o direito de o conquistar.
(…)
É não desistir,
É olhar em frente…
É abraçar a causa
E dizer bem alto:
− Eu existo, eu também sou Gente!
                 
Uma última palavra dos SEAOE, novamente de agradecimento: bem hajam todos aqueles – e foram tantos! – que, com a sua participação, fizeram a diferença num conjunto de Escolas abertas a todos.


Os Serviços Especializados de Apoio e Orientação Educativa do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria – Tadim.



domingo, 1 de dezembro de 2013

Campanha de Natal "Um livro alegra o Natal"



Este ano, a árvore da Natal da Biblioteca quer receber os presentes que tu vais deixar para os outros. 

Entrega na Biblioteca um livro que já tenhas lido e que esteja em bom estado e ajuda alguém a sorrir. 

Participa nesta campanha de Natal.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Viagem ao Universo

O Departamento de Ciências Exatas e Naturais dinamiza a Semana da Ciência na Biblioteca. Ontem recebemos a visita do Professor Doutor Luís Cunha, investigador do Departamento de Física da Universidade do Minho, que nos levou numa "Viagem pelo Universo" impressionante. Durante toda a semana, estará patente uma exposição espetacular na Biblioteca. Vem fazer observações ao microscópio ótico de microorganismos e vem ver um astrolábio, uma bússola artesanal, relógios de sol, uma lâmpada de correntes de tesla, sensores luminosos de som, pilhas feitas com limões para acender um led, além de outras coisas. E vem conversar sobre o universo com o professor Manuel. É fascinante!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cogumelos...

O Clube do Ambiente promoveu uma atividade interessante:
1- Convidou um expert em cogumelos;
2- Foram todos pelos campos fora apanhar cogumelos;
3- Identificaram-nos e expuseram-nos na Biblioteca;
4- Montaram uma exposição informativa sobre o tema;
5- O expert José Duarte, membro fundador da associação "Aventura da Saúde" deu uma palestra sobre a importância dos cogumelos para o equilíbrio do ecossistema;
6- Terminámos todos, professores e alunos, a cantar uma música sobre o assunto.

Foi muito esclarecedor. Vê aqui algumas fotos da atividade. São poucas, sorry:(
. E passa na Biblioteca para veres a exposição.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Concurso Nacional de Leitura

A 1ª fase da 8ª sessão do Concurso Nacional de Leitura já está a ser preparada. Será em janeiro.
Vê a lista das obras escolhidas:
7º ano: Andresen, Sophia de Mello Breyner, O Cavaleiro da Dinamarca;
8º ano: Saramago, José, O Conto da Ilha Desconhecida;
9º ano: Queirós, Eça, A Aia,
             Ferreira, Vergílio, A Palavra Mágica.

"Agora o escritor és tu!"

A Biblioteca e o PNL convidam-te a participar no concurso promovido pela revista Visão Júnior.
Vê o regulamento na Biblioteca.

Cogumelos na Biblioteca

Vem ver a exposição de cogumelos colhidos pelos nossos do Clube do Ambiente e assiste à palestra. É hoje, pelas 14:30, na tua Biblioteca do Trigal.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Concurso Literário " A Diferença"

Não te esqueças de participar no concurso promovido pela Biblioteca e pelo Departamento de Educação Especial, subordinado ao tema "A Diferença".
Entrega o teu texto até ao dia 25 de novembro.


REGULAMENTO
 CONCURSO LITERÁRIO
 “A Diferença”
Artigo 1 (Objeto)
Com o objetivo de criar e consolidar hábitos de leitura e de escrita e de sensibilizar para o conceito de inclusão, é criado o Concurso Literário subordinado ao tema “A Diferença”, dinamizado pelo Departamento de Ensino Especial  e pela Biblioteca do Trigal.
Artigo 2 (Condições de participação)
Podem concorrer todos os elementos da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria, sendo os mesmos divididos pelos seguintes escalões:
- 1º escalão: alunos do 1º ciclo

- 2º escalão: alunos do 2º ciclo

- 3º escalão: alunos do 3º ciclo

- 4º escalão: restantes elementos da comunidade educativa: pessoal docente, pessoal não docente, pais e encarregados de educação.

Artigo 3. (Tema)
À presente edição deste concurso poderão os participantes apresentar textos subordinados ao tema geral “A Diferença”

Artigo 4. (Participação)
Os participantes poderão concorrer apenas com um texto.

Artigo 5. (Admissibilidade dos trabalhos)
São admitidos a concurso apenas trabalhos inéditos e não publicados, escritos em português e entregues diretamente na Biblioteca Escolar ou aos professores de Ensino Especial, pelos próprios autores ou seus representantes, em envelope fechado. O poema deverá vir assinado com um pseudónimo. No caso dos alunos, no envelope deverá constar o pseudónimo e a identificação do concorrente (nome, ano e turma). No caso de outros participantes, para além do pseudónimo, nome, idade e morada, será necessário um contacto telefónico ou endereço eletrónico.
Artigo 6. (Direitos de autor)
Ao participarem neste concurso, os autores assumirão a cedência de autorização de publicação dos mesmos, quer durante o concurso, quer em publicações posteriores eventualmente desenvolvidas pelo projeto.

Artigo 7. (Prazos)
Os poemas deverão ser entregues na Biblioteca do Trigal até ao dia 25 de novembro de 2013

Artigo 8. (Constituição do Júri)
O Júri do Concurso de Poesia é composto por:
- Um representante dos Serviços de Ensino Especial
- Um representante da equipa da Biblioteca Escolar
- Um representante do grupo disciplinar de Língua Portuguesa do Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria;
- Um representante dos alunos (3º ciclo)
Das decisões do júri não haverá quaisquer reclamações.

Artigo 9. (Casos omissos)
Os casos omissos serão supridos e decididos pelo júri deste concurso

AETSM, 30 de outubro de 2013
A organização
Departamento de Ensino Especial

Biblioteca do Trigal

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vencedores do Bibliopaper

Os maiores detetives da Biblioteca já foram encontrados.



Vencedores do Bibliopaper

Leandro e Leonardo, 6ºB
Mariana Vilaça e Bruna Matos, 6ºB

Parabéns!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Bibliopaper

Tivemos a Biblioteca repleta de detetives particulares!
O objetivo era descobrir muitos tesouros escondidos nos seus diferentes espaços.
Depois de algum tempo, lá se conseguiu chegar ao fim.
Todos ficaram mais ricos, pois não há melhor tesouro que o do conhecimento.
Parabéns aos participantes.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Entrega de Prémios Leitores do Ano 2012/13

Tivemos o prazer de receber os maiores leitores do ano letivo passado. A Ana Cláudia Martins, do 6º A, foi a grande vencedora do 2º ciclo, com 36 livros lidos durante o passado ano letivo. O Marco António Carneiro e o João Pedro Borges Faria, do 8ºB, ganharam o 1º lugar exaequo, ambos com 28 livros lidos. Após uma conversa sobre a importância da leitura, passou-se à apresentação de um livro,à escolha do vencedor, tal como está consignado no Regulamento do Concurso. A vencedora do 2º ciclo escolheu e apresentou "Uma Rapariga Rebelde", de Enid Blyton. Os vencedores do 3º ciclo apresentaram "O General", da Coleção Cherub, de Robert Muchamore. Estão de parabéns! Vê aqui as fotos da atividade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Questionário de Língua Portuguesa

Não costumas dar erros ortográficos?
Achas que és bom a Língua Portuguesa?
Queres fazer este divertido questionário e ver a pontuação que obtens?
No final, coloca a tua pontuação na secção "Comentários".
E boa sorte!



Questionário de Língua Portuguesa

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"A Maior Flor do Mundo" na EB1 de Aveleda

Fomos à EB1 de Aveleda com "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago.
Os alunos do 4º ano ouviram a história, viram o filme, conversaram sobre os dois e aceitaram o desafio que José Saramago coloca no final do livro: contar a história com palavras mais bonitas do que as dele.
Ficamos a aguardar "A Maior Flor do Mundo II". As histórias serão posteriormente expostas na Biblioteca e apresentadas aos colegas da EB2,3. Continuem o bom trabalho, meninos!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dia da Erradicação da Pobreza



Vê como a Biblioteca assinalou o dia.
Vê o incrível e premiado filme que mostra uma realidade chocante.


http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os nossos mais pequenos

Nova secção no nosso blogue.
"Os nossos mais pequenos" são os trabalhos dos nossos alunos das escolas do 1º ciclo do nosso agrupamento.
É muito bom ver resultados como estes do trabalho desenvolvido na sala de aula. Continuem!
Começamos com a EB1 de Aveleda. Estão na coluna da esquerda. Clica e delicia-te a ler...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Autor do Mês - António Ramos Rosa


Poeta e ensaísta português, natural de Faro. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Ramos Rosa tomou o rumo para Lisboa, depois de ter passado a juventude em Faro. Na capital, vivendo intensamente a vitória dos Aliados, trabalhou no comércio, actividade que logo abandonou para se dedicar à poesia. Nos anos cinquenta, um dos directores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. Colaborou ainda com textos de crítica literária na Seara Nova e na Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas. Como poeta, estreou-se na colectânea O Grito Claro (1958). Estava criado o movimento da moderna poesia portuguesa. Ramos Rosa era o poeta do presente absoluto, da «liberdade livre» e sobe todos os degraus da admiração europeia. Em Portugal é comparado com os grandes escritores nacionais. Urbano Tavares Rodrigues considerou-o como o empolgante poeta da coisas primordiais, da luz, da pedra e da água. Em meados dos anos sessenta, Ramos Rosa radicou-se em Lisboa, onde publicou Viagem Através Duma Nebulosa (1960). Um dos mais fecundos poetas portugueses da contemporaneidade, a sua produção reflecte uma evolução do subjectivismo, em relação à objectividade. Reflectem-se nela variadas tendências, desde certas formas experimentais até a um neobarroquismo. A sua escrita, caracterizada por uma grande originalidade e riqueza de imagens tácteis e visuais, testemunha muitas vezes uma fusão com a natureza, uma busca de unidade universal em que o humano participa e se integra no mundo, estabelecendo uma linha de continuidade entre si e os objectos materiais, numa afirmação de vida e sensualidade. Nos seus textos, está frequentemente presente uma reflexão sobre o próprio acto da escrita e a natureza da criação poética, a questão do dizível e do indizível. Ramos Rosa, também tradutor, escreveu dezenas de volumes de poesia, entre os quais Voz Inicial (1960), Sobre o Rosto da Terra (1961), Terrear (1964), A Constituição do Corpo (1969), A Pedra Nua (1972), Ciclo do Cavalo (1975), Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986, Grande Prémio de Poesia Inasset), Acordes (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores), Clamores (1992), Dezassete Poemas (1992), Lâmpadas Com Alguns Insectos (1993), O Teu Rosto (1994), O Navio da Matéria (1994), Três (1995), As Armas Imprecisas (1992, Delta, Pela Primeira Vez (1996) e A Mesa do Vento (1997, primeiramente editado em França), Pátria Soberana e Nova Ficção (2000). Entre os seus ensaios, contam-se Poesia, Liberdade Livre (1962), A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), Incisões Oblíquas (1987), A Parede Azul (1991) e As Palavras (2001). Tem recebido numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988. É geralmente tido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos. Para Ramos Rosa, escrever é, sempre, a necessidade de respirar as palavras e de às palavras fornecer o frémito do ser, os pulmões do sonho, e, com elas, criar a dádiva do poeta. Em 2001, o poeta lançou Antologia Poética, com prefácio e selecção de Ana Paula Coutinho Mendes.

Alguns poemas:

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas 
Não posso adiar este braço 
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar 
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.

Uma Voz na Pedra

Não sei 
se respondo ou se pergunto. 
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. 
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. 
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. 
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. 
A minha ebriedade é a da sede e a da chama. 
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. 
O que eu amo não sei. Amo em total abandono. 
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. 
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. 
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. 
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. 
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível. 
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra. 


Dou-te
um nome de água
para que cresças no silêncio.

Invento a alegria
da terra que habito
porque nela moro.

Invento do meu nada
esta pergunta.
(Nesta hora, aqui.)

Descubro esse contrário
que em si mesmo se abre:
ou alegria ou morte.

Silêncio e sol – verdade,
respiração apenas.

Amor, eu sei que vives
num breve país.

Os olhos imagino
e o beijo na cintura,
ó tão delgada.

Se é milagre existires,
teus pés nas minhas palmas.

O maravilha, existo
no mundo dos teus olhos.

O vida perfumada
cantando devagar.

Enleio-me na clara
dança do teu andar.

Por uma água tão pura
vale a pena viver.

Um teu joelho diz-me
a indizível paz.